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Segurança psicológica: qual o papel do RH na implementação desse conceito?


Segurança psicológica nas empresas pode ser entendida como a possibilidade de uma pessoa demonstrar quem ela verdadeiramente é, o que pensa e o que sente, sem receio que isso comprometa a sua imagem ou a sua carreira.


Um ambiente de trabalho que proporciona esse nível de segurança aos seus colaboradores tende a contar com profissionais mais produtivos, engajados, e com desempenho melhores.


Consequentemente, esse comportamento impacta nos relacionamentos interpessoais, na relação com stakeholders, e nos resultados obtidos pelo negócio de modo geral, contribuindo para o crescimento e lucratividade do negócio.


Essa percepção é derivada de um famoso projeto realizado pela Google, denominado Projeto Aristóteles. A ideia era responder aos gestores de variados segmentos como montar times perfeitos.


Inicialmente, acreditava-se que o segredo era reunir em um mesmo grupo pessoas compatíveis e que gostassem umas das outras, mesclando perfis introvertidos e extrovertidos.


Porém, com base em People Analytics, foi constatado que o que realmente importa é a maneira como as pessoas interagem entre si.


De acordo com o levantamento da Google, equipes nas quais as pessoas falam e são ouvidas na mesma proporção são as que apresentam mais e melhores resultados.


Obviamente, esse “ouvir e falar” deve ser cercado de outros conceitos e um grande reforço cultural da empresa, a exemplo de espaço para poder se expressar sem medo de represálias, saber que é possível errar sem julgamentos, estímulo à saúde mental e cuidado com a vida pessoal, entre outros.


O papel do RH na implementação da segurança psicológica

Considerando todos esses pontos, como criar uma cultura de segurança psicológica na sua empresa e qual seria o papel do RH nesse processo?


A cultura organizacional tem papel importante em fazer com que as práticas de fomento à segurança psicológica não sejam apenas pontuais, mas enraizadas no DNA de uma companhia.


Para isso, é preciso garantir que as estruturas dessa cultura permitam que o funcionário consiga os seguintes pontos:


1. Segurança para ser quem é

Obter um nível de segurança suficiente para conseguir se expressar significa que o profissional está em um ambiente no qual ele pode expor suas ideias, percepções e pensamentos sem medo de ser repreendido ou mesmo julgado pelas demais pessoas.


Nesse cenário é possível ao colaborador levantar questões, propor inovações, apontar problemas, descrever soluções, entre outras formas de expressão, sem qualquer tipo de receio.


2. Segurança para interagir com todos os profissionais

Ou seja, interagir com outros membros da equipe de forma saudável e poder solicitar ajuda, dar e receber feedbacks sem levar os apontamentos para o lado pessoal, assim como abrir espaço para conversas desafiadoras e até difíceis.


Garanta que este espaço de segurança existe independentemente de cargos, isto é, que as pessoas conseguem acessar desde os seus pares de trabalho à alta liderança.


3. Segurança para ter chance de aprender

Por mais que uma pessoa tenha experiência e tempo de atuação no seu cargo, ela está passível de cometer falhas, afinal de contas, organizações são humanas!


No conceito de segurança psicológica no trabalho, a ideia é permitir que os membros da equipe possam aprender com os seus erros, mas isso só é possível se puderem se arriscar a inovar.


Dica de leitura! Veja as lições sobre gestão de pessoas que Fabrício Bloisi, CEO do iFood, trouxe de Harvard


4. Segurança para se sentir pertencente ao local

A sensação de pertencer a um local engloba valorização, apoio, respeito, consideração pelo espaço ocupado e opiniões. Aqui, é importante atentar-se a mais uma variável: grupos minorizados e diversidade.


Se já existem vários silos na comunicação e expressão de si em um ambiente de trabalho, para grupos minorizados, por questões históricas de preconceito enraizado, esta questão tende a ser muito mais pesada e deve ser endereçada de forma consciente pela organização.


Raio X da segurança psicológica no ambiente de trabalho!

O que é segurança psicológica?

Segurança psicológica nas empresas é proporcionar aos trabalhadores um ambiente em que se sintam confortáveis e seguros para expressarem suas opiniões, ideias, experiências, debater propostas, cometer falhas e serem autênticos.


A cultura organizacional tem papel importante em fazer com que as práticas de fomento à segurança psicológica não sejam apenas pontuais, mas enraizadas no DNA da empresa.


Como medir segurança psicológica?

Uma boa maneira de medir a segurança psicológica no trabalho é por meio de pesquisas e coleta de feedbacks dos profissionais.


Como criar segurança psicológica?

Para criar segurança psicológica é preciso:

  • incentivar a boa comunicação, com a prática da escuta ativa e adoção de uma cultura de feedback;

  • cultivar uma cultura de tolerância a erros, sabendo que são parte do processo de inovação;

  • estimular que os colaboradores corram riscos, de forma que isso seja compatível com o modelo de negócio;

  • incluir os membros da equipe, sempre que possível, em tomadas de decisão.

  • estimular que os colaboradores priorizem sua saúde mental e sua vida pessoal;

  • criar ambientes em que as pessoas se sintam seguras em compartilhar medos, dores e fraquezas, sem cultivar o estigma do super-herói que tudo sabe e nunca erra

Como trazer segurança psicológica para a sua empresa?

Para trazer a segurança psicológica para a sua empresa, alguns dos passos sugeridos a serem seguidos são:

  • estimular a escuta ativa;

  • adotar o hábito do feedback;

  • aumentar a tolerância a falhas;

  • incentivar a tomada de riscos e a criatividade;

  • incluir os profissionais nas tomadas de decisão.


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