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Líderes de RH: 5 prioridades para 2022, segundo a Gartner


Há tempos o departamento de Recursos Humanos deixou de ser apenas um setor que admite funcionários e gera a folha de pagamento e passou a ser uma parte muito importante do sucesso de um negócio.


No caso, estamos nos referindo a um RH mais estratégico, cujas decisões são pensadas e alinhadas com o plano de ação da companhia, e têm como foco o crescimento da empresa.


Mas para isso, quem está à frente desse departamento precisa se modernizar constantemente, a fim que suas atitudes, ideias e intervenções estejam compatíveis com o que está acontecendo no mercado no momento.


Sobre esse modo de atuação, uma pesquisa da Gartner revelou quais são as principais prioridades e tendências que os (as) líderes de RH precisam seguir em 2022.


Após entrevistar mais de 500 gestores Recursos Humanos dos principais setores de 60 países, a empresa de consultoria chegou ao seguinte resultado no que se refere a essas prioridades:

  • Construção de habilidades e competências críticas (59%)

  • Estruturação organizacional e gestão de mudança (48%)

  • Criação de banco de talentos de lideranças (45%)

  • Futuro do trabalho (42%)

  • Diversidade, equidade e inclusão (35%)


Dica extra! Leia também o artigo: “Humanizar o RH: tendência urgente para 2022


O que líderes de RH devem priorizar este ano

Segundo o relatório da Gartner, a construção de habilidades e competências críticas ocupa o primeiro lugar da lista de prioridades de líderes de RH ao redor do mundo pelo quarto ano seguido.


Somada às demais tendências, o fato é que todas são reflexos das mudanças que foram provocadas e aceleradas por conta da pandemia.


As alterações na forma de trabalho, por exemplo, exigiram que gestores de Recursos Humanos se adaptassem e encontrassem maneiras de garantir o bem-estar e a segurança dos colaboradores, de alinhar as expectativas dos (as) funcionários às da empresa, assim como adotar estratégias para reter e atrair novos talentos. Mas os desafios não se limitam a esses.


Construção de habilidades e competências críticas

De acordo com a empresa de consultoria, 20% das habilidades descritas em um anúncio de vaga de emprego em 2018 são consideradas obsoletas agora em 2022.


Transformação digital, mudanças de comportamento e maneira como os serviços são prestados são alguns dos fatores que levaram os líderes de RH à necessidade de buscarem outras competências e habilidades dos candidatos, além das já conhecidas.


Por conta disso, a tendência é que as ações de atração e retenção de talentos tenham esse direcionamento — encontrar quem tenha essas habilidades mais críticas, como adaptabilidade, flexibilidade e, especialmente, aprender a aprender — e não apenas achar profissionais capacitados para ocupar um ou outro cargo e executar somente determinado papel.


O resultado dessa abordagem pode ser a construção de equipes mais adaptáveis, as quais são mais compatíveis com cenários de constantes mudanças.


Estruturação organizacional e gestão de mudança

E por falar em mudanças, as que aconteceram nos últimos tempos foram inevitáveis e atingiram todas as pessoas em suas vidas particulares e profissionais, praticamente sem exceção.


A questão quanto a isso é que todos estão cansados dessa inconstância, especialmente no que se refere ao ambiente de trabalho.


Conforme constatou a pesquisa da Gartner, 95% dos líderes de RH acreditam que ao menos alguns dos (as) funcionários da empresa estarão trabalhando em formato híbrido em 2022.


Esse é, certamente, um grande impulsionador de mudanças. Entretanto, os (as) gestores de Recursos Humanos precisam buscar meios de criar experiências positivas quanto a essas alterações.


Por exemplo, é essencial adotar medidas que fomentem laços de confiança e coesão entre os membros da equipe, sem perder de vista o comprometimento com o bem-estar dos (as) profissionais.


Não deixe de conferir: ​​O papel do líder no constante desenvolvimento de pessoas e skills para o futuro


Criação de banco de talentos de lideranças

Como desenvolver as lideranças da empresas para criar uma linha de sucessão ideal? Esse é um dos desafios apontados no relatório, o qual se tornou a prioridade de 45% dos entrevistados.


O ponto aqui é como olhar para o futuro no que se refere a explorar de forma positiva e justa o potencial das pessoas. Quanto a isso, as principais barreiras que precisam ser superadas quanto à falta de avanço de talentos foram:

  • planos de carreira pouco claros e/ou lentos;

  • pouco relacionamento e interação com líderes seniores;

  • ausência de mentores e/ou suporte de carreira.


A solução para esses problemas pode ser a construção de relacionamentos mais humanizados, com ações que colaborem para o aprimoramento da proposta de valor dos (as) profissionais.


Futuro do trabalho

Definir e implementar boas estratégias com foco no futuro é a quarta tendência de RH para este ano.


A necessidade aqui se refere a pensar em longo prazo e tentar prever o que está por vir, de modo que se torne possível se preparar para eventuais novas mudanças.


A fim de alcançar esse objetivo, algumas das sugestões dos gestores de Recursos Humanos que participaram da pesquisa são:

  • identificar as tendências de trabalho mais relevantes para a empresa que se destacarão no futuro;

  • avaliar as necessidades de obtenção de novos talentos em evolução.

Diversidade, equidade e inclusão

A diversidade deve ser tratada como meta nas empresas, uma das razões é que diversidade étnica e cultural têm 33% de probabilidade de terem um desempenho superior, além de, claro, impactar positivamente inúmeras vidas.


No entanto, o relatório da Gartner constatou haver baixa diversidade em cargos de liderança, somado ao fato que as minorias (por exemplo, mulheres e pessoas negras) têm processos mais lentos de promoção e uma pior percepção de potencial de liderança.


O problema é que apenas adotar abordagem com propósito coletivo para resolver essa questão já não é mais suficiente. Negócios que pretendem atingir patamares maiores de diversidade, inclusão e equidade precisam responsabilizar gestores e líderes.


Utilizando dados e critérios objetivos, a ideia é direcionar as tomadas de decisão de quem tem esse poder para a implementação de estratégias personalizadas, que realmente ajudem a chegar no resultado pretendido.


Em resumo, é possível dizer que essas prioridades são bases interessantes para que líderes de RH consigam enfrentar os atuais problemas pertinentes a esse setor, a exemplo das alterações da forma de trabalho, mudanças de leis trabalhistas, meios atualizados de atrair novos talentos, entre outros.


E tudo isso pensado e executado de maneira estratégica, com foco no bem-estar dos (as) profissionais e no crescimento da empresa.


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Redação | Movile Orbit