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Qual o papel da liderança na diversidade e inclusão? Por que essa participação é tão importante?


qual o papel da liderança na diversidade e inclusão

Para saber qual o papel da liderança na diversidade e inclusão é preciso partir do princípio que a responsabilidade pelo fomento desses dois conceitos não é apenas do RH da empresa.


Ao Recursos Humanos cabe, sim, as práticas necessárias para a captação de talentos diversos, bem como a garantia de que esses se sintam verdadeiramente incluídos na companhia. Mas, no dia a dia, a retenção desses(as) profissionais tem muito mais a ver com a postura dos (as) líderes.


Aqui estamos falando em, por exemplo, lideranças que criam cenários e ambientes de trabalho que assegurem a todos(as) os mesmos direitos e oportunidades, sem considerar questões como raça, credo, gênero, opção sexual, entre outros que destaquem grupos.


Ainda, que sejam lideranças que compreendem os desafios enfrentados por pessoas de grupos minorizados e estejam preparadas para reconhecer - e eliminar - possíveis tetos de vidro, dando todo o suporte para que essas pessoas se desenvolvam.


Não só para os(as) profissionais que estão atuando essas posturas são importantes, mas também para o crescimento da organização. De acordo com um estudo feito pela McKinsey, empresa de consultoria empresarial americana, negócios que trabalham em prol da diversidade cultural e étnica são 33% mais propensos a terem desempenhos melhores e mais expressivos que aqueles que não o fazem.


O mesmo levantamento também revelou que empresas que têm equipes executivas formadas por profissionais de diferentes gêneros tendem a alcançar 21% mais lucros e 27% mais chances de conquistarem mais valor em longo prazo.


Mas, para tudo isso, cabe às lideranças dividirem com o RH a responsabilidade sobre a implementação e a promoção desses dois conceitos. Por isso, é tão importante saber qual o papel da liderança na diversidade e inclusão.


Qual o papel da liderança na diversidade e inclusão?

Sobre qual o papel da liderança na diversidade e inclusão, precisamos destacar quatro pontos principais, que são:

  • reconhecimento das vantagens de um ambiente de trabalho diverso;

  • garantia de oportunidade de crescimento igual para todos(as);

  • orientação adequada sobre qual deve ser a postura dos(as) profissionais;

  • garantia de segurança psicológica para os(as) liderados(as).


Reconhecimento das vantagens de um ambiente de trabalho diverso

Muito mais do que apenas atender às determinações de sobre diversidade, equidade e inclusão definidas pela companhia, cabe aos(as) líderes entenderem, de forma verdadeira, por mais motivos estruturar um ambiente de trabalho diverso é tão importante para a dinâmica diária e para o crescimento da organização.


Ou seja, não se trata apenas de tentar manter profissionais de grupos minorizados para evitar situações de pinkwashing, por exemplo, mas, sim, de identificar e extrair os reais resultados que essa pluralidade de talentos pode trazer.


Para se ter uma ideia, no nosso artigo "Por que a diversidade deve ser tratada como meta nas empresas", citamos um estudo da consultoria Josh Bersin que revelou que companhias mais diversas têm 1,7 vez mais chances de serem líderes inovadoras em comparação àquelas que não são.


Garantia de oportunidade de crescimento igual para todos(as)

Uma das grandes diferenças entre o RH e as lideranças é que os(as) líderes estão em contato direto com os(as) profissionais, todos os dias. Por conta disso, conseguem avaliar com muito mais precisão quais membros da equipe apresentam desempenhos melhores e, com isso, têm mais chances de se destacarem na empresa.


Na hora de escolher um(a) membro(a) do time para ocupar um cargo de maior responsabilidade, por exemplo, os gestores devem avaliar a competência e os resultados que essa pessoa trouxe para o negócio, e nunca as características que já descrevemos aqui, como raça, gênero, opção sexual, que as coloca como parte de um determinado grupo minorizado.


Mas isso é óbvio, certo? O que nem sempre é óbvio é que pessoas de grupos minorizados tem um histórico profissional e de vida repleto de barreiras que mudam o "ponto de partida" pelo qual essa pessoa pode ser avaliada. Por isso, é preciso que os líderes tenham a sensibilidade de avaliar a evolução de cada pessoa de forma individualizada, e não apenas com resultados finais, colocando todos em uma mesma régua.


No que se refere sobre qual o papel da liderança na diversidade e inclusão, esse é um dos posicionamentos mais importantes, visto que ele realmente coloca todos esses conceitos em prática de maneira visível a todos.


Dica de leitura: "Lideranças LGBTQIA+ nas empresas: desafios e propostas de inclusão para aumentar a diversidade"


Orientação adequada sobre qual deve ser a postura dos(as) profissionais

Seguindo esse princípio de busca pela equidade, por vezes os(as) líderes podem se deparar com profissionais com posturas inadequadas, as quais acabam comprometendo o bem-estar no trabalho e um ambiente verdadeiramente inclusivo.


Por estarem à frente de um time, cabe às lideranças se posicionarem adequadamente, dando as diretrizes e orientações necessárias para evitar conflitos, desentendimentos, e até mesmo problemas mais graves para os envolvidos e para a empresa no que se refere a atos discriminatórios, além de serem exemplos de conduta e acolhimento.


Por exemplo, quando estamos falando de empregabilidade trans, um dos desafios das empresas é garantir o tratamento de acordo com o gênero com o qual esses(as) profissionais se identificam. Em outras palavras, aos pronomes que devem ser utilizados na hora de se referir a pessoas trans, bem como a utilização do nome social escolhido por ela(e).


Para quem não vive essa realidade, esse pode ser apenas "mais um detalhe" sem importância. No entanto, quem faz parte dessa comunidade precisa lutar diariamente contra isso, o que leva a uma situação que afeta a vida pessoal e profissional da pessoa, além de desgaste mental e emocional por não se sentir respeitada.


Essa situação é apenas uma amostra dos desafios relacionados à diversidade e inclusão, visto que situações similares podem acontecer facilmente com diversos outros grupos minorizados, tais como mulheres, PcD (pessoa com deficiência), pessoas negras, entre outras.


Garantia de segurança psicológica para os(as) liderados(as)

Aproveitaremos o gancho do tópico anterior para explicarmos mais um critério sobre qual o papel da liderança na diversidade e inclusão, que é a necessidade de garantir a segurança psicológica de um(a) profissional para que esse(a) realmente se sinta confortável no ambiente e parte do time.


Sobre isso, entenda a construção de um ambiente de trabalho que promova a empatia e a escuta ativa, que aumente a tolerância a falhas, incentive a criatividade, entre outros pontos relacionados. Ainda, que seja um ambiente onde as pessoas se abram para conhecer outras culturas, contextos e origens, sem assumir que todos vêm do mesmo lugar.


A ideia, portanto, é construir um espaço seguro, no qual os(as) membros(as) do time possam, sem medo, expor suas opiniões e posicionamentos e, com isso, crescer e contribuir para o crescimento da empresa.


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Redação | Movile Orbit