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ESG em startups: negócios verdes chamam a atenção de investidores


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De acordo com dados do relatório da Distrito, plataforma de inovação aberta, divulgados no site Exame Invest, as startups em ESG já receberam, juntas, mais de US$ 991 milhões em investimento ao longo dos últimos 10 anos.


É importante destacar que, cada vez mais, o conceito Environmental, Social and Governance — em português ambiental, social e governança — chama a atenção de potenciais investidores.


A prova disso é que o mesmo estudo apontou que 90% de todo esse investimento em startups ESG ocorreu nos últimos três anos.


As empresas de tecnologia voltadas para a área social foram as que mais receberam aporte: mais de 70% do valor total, o que representa mais de US$ 699 milhões.


Em seguida estão as com foco ambiental, com mais de US$ 81 milhões investidos e, por fim, as de governança, que receberam quase US$ 210 milhões de investimento.


Entram nesse grupo de startups ESG aquelas que, por exemplo, utilizam a tecnologia para criar soluções para o agronegócio, como alternativas para cultivo e inovações que ajudem a preservar o meio ambiente e, ainda assim, gerar lucratividade.


Também são consideradas parte desse modelo de atuação as que desenvolvem soluções que visam melhorar aspectos sociais, e aquelas que entregam produtos, serviços e/ou ferramentas que promovam gestões mais transparentes, a exemplo das que contribuem no combate à corrupção.


Isso quer dizer que ESG não significa realizar uma ação isolada voltada para promoção de sustentabilidade, ações sociais e de governança.


Na verdade, esse conceito tem mais relação com gerar valor que realmente beneficie a sociedade e o meio ambiente em longo prazo. Por isso, tem chamado tanto a atenção de investidores.


Confira, agora, outros dados, informações e qual o impacto do ESG em startups.


Qual o impacto da ESG em startups e outras empresas?

O relatório “Tendências da experiência do cliente 2021” da Zendesk, empresa de desenvolvimento de software voltado para atendimento ao cliente, mostrou que 63%

dos clientes querem comprar de empresas que tenham responsabilidade social.


Esse percentual pode ser visto como uma comprovação que, cada dia mais, os consumidores estão atentos a como as companhias se comportam perante assuntos que afetam a comunidade e tudo o que está relacionado a ela, como a preservação do meio ambiente.


Dados publicados em uma matéria do site da Agência de Notícias da Indústria revelou que a sustentabilidade é uma característica que ajuda a atrair clientes.


A reportagem cita uma pesquisa denominada “Retratos da Sociedade Brasileira — Perfil do Consumidor Consciente, realizada pela Confederação Nacional da Indústria, a qual aponta que os brasileiros estão interessados em comprar de marcas que se preocupam com a qualidade de vida dos envolvidos na sua cadeia produtiva e com o impacto causado no meio ambiente por suas produções e/ou prestação de serviços.


Nesse cenário, 38% afirmam que se preocupam em descobrir se o produto que pretendem adquirir foi produzido de maneira ecologicamente correta.


Esse tipo de postura também afeta o faturamento das marcas, visto que 31% estão dispostos a pagar mais caro por soluções que geram baixa emissão de poluentes para serem fabricadas.


Por outro lado, 62% destacam que já participaram de boicote de empresas que violaram leis trabalhistas, realizaram crimes ambientais, entre outros.


O que queremos dizer com todas essas informações é que, ser uma startup ESG é uma maneira de conseguir feedbacks positivos dos seus consumidores, condição que ajuda no seu crescimento, visto que colabora para atrair e a fidelizar mais clientes.


Isso, por sua vez, contribui para melhor a imagem da marca e para alavancar a companhia, chamando a atenção de possíveis investidores e parceiros de negócio.


Como tornar a sua startup um negócio verde?

Segundo o relatório “Inovação e ESG — O futuro dos negócios passa por aqui”, da ACE Cortex, braço de inovação corporativa da ACE Startups, o Brasil já conta com 343 startups com soluções relacionadas à ESG.


Dessas startups ESG, 180 trabalham com foco em soluções para meio ambiente, 130 são voltadas para o contexto de impacto social, e 33 no mercado de governança.


Como dissemos logo no início deste artigo, promover uma ação isolada para resolver uma necessidade ou problema momentâneo, não torna uma empresa ou startup ESG. Porém, isso não quer dizer que, por conta disso, medidas com propósito ambiental, social e de governança não devem ser adotadas.


A ideia é que as ações com essa finalidade repercutam de maneira positiva e duradoura tanto para a sociedade quanto para os investidores da companhia.


Quanto a isso, algumas soluções que podem ser adotadas são:

  • rever os processos utilizados para a fabricação de produtos ou entrega de serviços e verificar quanto impactam negativamente o meio ambiente e a sociedade;

  • considerar o perfil do público-alvo e analisar quais posturas podem ser adotadas pela empresa para ir ao encontro do que eles acreditam e almejam para o futuro;

  • encontrar parceiros e investidores que tenham esse propósito e que ajudem a empresa a se tornar ecologicamente correta e com mais responsabilidade social.


 

Por que as empresas investem em ESG?

Porque, de modo geral, os investidores buscam por negócios que tenham responsabilidade social, ambiental e governança corporativa adequada para aplicarem os seus recursos.


Por que as empresas devem investir em programas sustentáveis?

Porque ações desse tipo atendem às atuais necessidades dos consumidores e geram maior valorização para o negócio, contribuindo para o seu crescimento e para atrair investidores.


Por que ESG é um fator importante para empresas que têm capital aberto?

Porque se posicionar dessa forma ajuda a atrair interessados em suas ações, o que, por sua vez, contribui para elevar o seu valor de mercado.


Como ações sustentáveis podem ser um diferencial para as empresas?

As ações sustentáveis podem ser um diferencial para as empresas, pois ajudam a:

  • melhorar a imagem e o valor da marca;

  • atrair novos consumidores;

  • engajar e fidelizar clientes que já estão na sua base;

  • gerar novas oportunidades de negócios;

  • aumentar o seu poder de atuação no mercado.

Como o ESG afeta o risco de avaliação de ações e desempenho?

O ESG afeta o risco de avaliação de ações e desempenho, visto que pode impactar no valuation da empresa, que tem como base de definição questões como fluxo de caixa e múltiplos mercados.


Ou seja, quanto menos a empresa fatura por não estar agradando o público com suas ações, menor tende a se tornar o seu valor.

 

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