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Software as a Service: por que esse modelo atrai cada vez mais capital de risco?


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De acordo com dados da Distrito, o volume de investimentos em startups que trabalham com soluções no modelo Software as a Service (SaaS) cresceu consideravelmente nos últimos anos, chegando a US$ 3,8 bilhões em 2021.


Segundo matéria publicada por eles, os investimentos em SaaS representaram 48% do volume total aplicado em inovação e tecnologia no mesmo ano. Considerando o recebimento de aportes únicos nessas companhias, o crescimento foi de 109,4% em comparação aos recebidos por outros modelos de negócios.


Em complemento a essa informação, dados da Forrester Research apontaram que o market size das empresas de Software as a Service passou de, aproximadamente, US$ 60 bilhões em 2014 para US$ 130 bilhões em 2020.


E qual seria o motivo de essas startups estarem cada dia chamando mais a atenção de investidores? Uma das razões é o potencial de escalabilidade que essas companhias têm.


Por que investir em uma empresa de Software as a Service

Além da questão do potencial de escalabilidade que acabamos de citar, que é uma característica que tende a ser típica de empresas SaaS, outro fator que pode despertar o interesse de investidores para essas companhias é a possibilidade de rápido retorno de CAC (Custo de Aquisição de Cliente).


Uma pesquisa da Brazil SaaS Landscape Research, citada em uma matéria do site Canaltech, revelou que 60% das startups brasileiras de Software as a Service conseguem recuperar o seu CAC em menos de seis meses.


Vale destacar também que as companhias SaaS oferecem soluções para os mais diversos setores, o que leva à questão da diversidade de segmentos que podem ser investidos.


Dica de leitura: “MVP #40 - Como a Movile investe em startups, com Silvia Motta


A aplicação dos investimentos em empresas SaaS visando o crescimento

Os investimentos recebidos por uma empresa de Software as a Service podem ser utilizados das mais diferentes maneiras, tudo depende do nível de maturidade do negócio.


Por exemplo, é possível usar os recursos financeiros para iniciar a companhia, ou seja, literalmente tirar a ideia do papel. Para companhias que já estão atuando, os valores recebidos podem contribuir para o seu crescimento ao serem direcionados para pontos como:

  • aprimoramento da estratégia de marketing;

  • aquisição de novos talentos;

  • adoção e/ou desenvolvimento de novas tecnologias;

  • criação de soluções em nuvem para atender a novos públicos;

  • adaptação dos sistemas para avançar para o mercado internacional.


Vale destacar também que quando se fala em investimento, não apenas o financeiro está incluído, mas o intelectual também. O compartilhamento de experiências dos (as) investidores é um ganho para essas companhias, por vezes, até mais significativo que o dinheiro em si.


E por falar em dinheiro, os (as) investidores precisam ter em mente que, nem sempre, o retorno das suas aplicações será rápido. Sobre isso, é essencial considerar que, por inúmeras vezes, os valores recebidos são utilizados apenas para manter a empresa ativa, de modo que o resultado do seu crescimento seja visto somente um pouco mais adiante.


Um bom exemplo desse tipo de cenário no segmento SaaS vem da companhia Dropbox, que fornece serviço para armazenamento e partilha de arquivos em nuvem.


Desde a sua fundação, em 2008, esse negócio ainda não havia gerado lucros. Entretanto, em 2021, apresentou lucratividade de quase US$ 350 milhões — salientando que em 2020 o prejuízo havia sido de, aproximadamente, US$ 250 milhões.


No relatório que apresenta esses dados, o cofundador e CEO do Dropbox, Drew Houston, disse (trecho traduzido para o português):


2021 foi um ano forte para o Dropbox. Estou orgulhoso do progresso que nossa equipe fez na evolução de nossas principais ofertas e na expansão de nosso portfólio de produtos para se alinhar às crescentes necessidades de nossos clientes, durante nosso primeiro ano como empresa Virtual First.


Melhoramos nossa margem operacional não GAAP em quase 9 pontos, aumentamos o fluxo de caixa livre em mais de 40% ano a ano e entregamos nosso primeiro ano completo de lucratividade GAAP.


Olhando para 2022, estou empolgado com a oportunidade que temos de ajudar nossos clientes a organizar suas vidas digitais e agregar valor aos nossos acionistas”.


Motivos para o aumento de investimentos de risco

O mercado Software as a Service pode ser considerado emergente por uma série de fatores — e, por isso, interessante para potenciais investidores.


Por exemplo, além da escalabilidade, chance de rápido retorno de CAC e diversidade de segmentos como citamos no início deste artigo, as startups SaaS tendem a se expandir nos próximos anos em decorrência do novo formato de trabalho que está sendo adotado pelas companhias.


Seja o trabalho remoto definitivo, seja o modelo híbrido, o fato é que essa mudança tem exigido que as empresas implementem soluções que possibilitem a continuidade das suas operações mesmo sem os profissionais estarem presencialmente no local de trabalho.


E justamente uma das maneiras de conseguir suprir essa demanda é utilizando sistemas que operam no formato SaaS, que oferecem soluções diversificadas e para os mais variados setores.


Como uma empresa de Software as a Service consegue investimento

Mas não basta o mercado estar aquecido para que uma startup SaaS consiga bons investidores. Há várias ações que seus idealizadores precisam colocar em prática para conseguirem captar os recursos financeiros e intelectuais para o crescimento da companhia.


Por exemplo, ter um bom pitch deck já preparado pode fazer toda a diferença no momento que uma oportunidade surge.


Estudo de mercado, resultados já conquistados, diferenciais, previsões financeiras, investimentos buscado e potencial de retorno para os investidores são pontos que não podem faltar em uma apresentação desse tipo.


No que se refere ao entendimento quanto ao tamanho de mercado no qual a startup está inserida, o uso da metodologia TAM, SAM e SOM pode ajudar a chegar a esse resultado.


Por fim, é interessante que os empreendedores tenham em mente que o interesse por investimentos em startups brasileiras segue em alta. Segundo dados da Distrito apresentados em uma matéria do site CNN Brasil, até novembro de 2021 US$ 8,85 bilhões já haviam sido aplicados, proveniente de um total de 677 rodadas.


Esse valor investido é quase três vezes maior que o obtido em 2020, que chegou na casa dos US$ 3,65 bilhões.


Porém, se o número de startups que receberam aportes cresceu, é possível entender também que a quantidade de empresas desse tipo aumentou, o que leva a mais concorrência.


Consequentemente, os idealizadores precisam encontrar e destacar os diferenciais das suas empresas, a fim de despertar o interesse de potenciais investidores, destacando suas companhias das demais e aumentando as chances de conseguirem captar os recursos pretendidos.


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Redação | Movile Orbit