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Como se comportaram os investimentos de risco na América Latina nos últimos cinco anos?


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Recentemente, a Movile lançou sua pesquisa "Panorama LatAm", uma pesquisa realizada pela Distrito sobre o cenário de investimento de risco em startups na América Latina, que traz dados sobre os capitais recebidos por esse mercado nos últimos cinco anos (2017-2021)


Considerando o último deal datado de 2 de dezembro de 2021, o estudo considerou os fundings Pré Seed, Seed, Séries e Private Equity do Brasil, Argentina, México e Colômbia entre os anos de 2017 e 2021.


Com um total de US$ 28.663 bilhões investidos nesse período, provenientes de 4.200 deals, uma das primeiras percepções que se tem ao analisar a pesquisa de investimento em startups na América Latina é que o Brasil concentra o maior número de unicórnios. Em seguida nesse ranking estão o México e a Argentina.


Ainda que o ano de 2020 tenha apresentado uma desaceleração/queda no volume e quantidade de aportes, muito decorrente da crise trazida pela pandemia, foi possível constatar também uma alta liquidez tanto em investimentos em Venture Capital quanto em IPOs, comportamento que aponta uma tendência de crescimento de captação de recursos no intervalo de tempo analisado.


Esses aportes mais expressivos, ao que tudo indica, são reflexo do amadurecimento desse mercado, condição que tem contribuído para essas empresas conquistarem valuations maiores a cada nova rodada.


Principais percepções da pesquisa de investimento em startups na América Latina


Ao analisar mais a fundo a pesquisa de investimento em startups na América Latina da Movile, em parceria com a Distrito, é possível constatar que, ainda que o Brasil seja o país que mais se destaca quando o assunto é volume de aportes recebidos, os demais também têm seus pontos de relevâncias, por exemplo:

  • a Argentina foi o primeiro país a ter um unicórnio;

  • a Colômbia recebeu o maior valor aportado em uma startup;

  • o México é o país que mais recebe investimentos no setor de mobilidade.


Ainda, considerando uma análise geral dos quatro países, é nítido que as fintechs foram as que mais receberam investimentos entre todas as categorias de startups: 22,3% de deals e 35,5% do total de aportes recebidos. O motivo é até um tanto evidente: por todo o mundo está havendo uma mudança significativa no sistema financeiro conhecido até então.


Cada dia mais as pessoas estão buscando por produtos e serviços financeiros práticos, baratos, fáceis de serem utilizados e seguros, o que as leva a fugir do monopólio e da burocracia típica dos grandes e tradicionais bancos.


As fintechs, portanto, chegam como um caminho para atender a essas novas necessidades e expectativas, caindo nas graças do público e dos investidores.


Aqui, em complemento à nossa pesquisa de investimento em startups na América Latina, podemos citar um levantamento da Medici!, o qual constatou que os aportes globais em fintechs mais do que dobraram entre os anos de 2020 e 2021.


Segundo a plataforma de insights e consultoria de fintechs, em 2020 essa categoria de startups recebeu US$ 45,07 bilhões em investimentos em todo o mundo. Já em 2021 esse montante subiu para impressionantes US$ 121,6 bilhões, o que indica um crescimento anual de 170% em capital aplicado.


Dica de leitura: "MVP #40 - Como a Movile investe em startups, com Silvia Motta"



O que a pesquisa sobre os investimentos diz sobre cada país da América Latina?


No período analisado pela nossa pesquisa de investimento em startups na América Latina, o total de deals de cada país foi:

  • Brasil: 2.569;

  • México: 876;

  • Colômbia: 417;

  • Argentina: 338.


No que se refere ao volume de investimentos recebidos, a quantia foi de:

  • Brasil: US$ 17.517 bilhões;

  • México: US$ 5.862 bilhões;

  • Colômbia: US$ 3.232 bilhões;

  • Argentina: US$ 2.050 bilhões.


Esses números apontam que o Brasil recebeu 60% dos aportes, o México 20%, a Colômbia um pouco menos que 10% e a Argentina 8%.


Destacando as particularidades de cada país, o levantamento sobre os investimentos recebidos pelas startups da América Latina nos leva às seguintes constatações:


Brasil

As fintechs foram as que mais receberam aportes por aqui, conseguindo US$ 6,8 bilhões em investimentos nos últimos cinco anos, parte disso reflexo dos valores injetados no Nubank, que tem sede no Brasil.


As startups brasileiras também são as que apresentam mais maturidade em comparação aos outros países, levando à obtenção de investimentos mais expressivos mesmo em estágios avançados, como a Série B, resultando em aportes com valores superiores a US$ 100 milhões.


México

O México é o segundo país que mais recebe investimentos para startups na América Latina. Os principais aportes recebidos são para o setor de fintech e de mobilidade, esse último especialmente por conta da Kavak, startup de compra e venda de veículos seminovos.


Somente em 2021 essa empresa recebeu US$ 1,1 bilhão em investimento, resultado de duas rodadas. Isso fez com que esse setor aquecesse no país, o posicionando como o que mais recebe capital nesse segmento, em comparação aos demais analisados pela pesquisa.


Colômbia

Na Colômbia, os setores de startups mais aquecidos são o foodtech, por conta da empresa Rappi, seguido das fintechs, decorrente da Addi, companhia que trabalha no mercado de Buy Now Pay Later.


O país apresenta um considerável potencial de crescimento no que se refere aos aportes direcionados para as startups. A expectativa é que, nos próximos anos, as quase 200 empresas desse segmento recebam investimentos Seed, o que aumentará consideravelmente o capital recebido pelas startups colombianas.


Argentina

Entre os quatro países analisados, a Argentina é a que menos recebeu investimentos para startups, apenas 8% do volume total apontado pela pesquisa.


Ainda assim, é possível constatar que uma tendência de crescimento de aportes nos últimos cinco anos, levando o país atingir em 2021, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão investido.


As fintechs foram as que mais tiveram deals. Mas em volume de investimentos, o setor de retailtech é o que mais se destaca, principalmente por conta da startup Tiendanube, que conseguiu levantar US$ 500 milhões em aportes.


Por conclusão, é possível entender que os resultados apresentados nessa pesquisa de investimento em startups na América Latina mostraram que, mesmo com momentos de desaceleração e queda, o cenário foi de crescimento bastante expressivo nesse setor nos cinco anos analisados.


Aproveite e leia também: "O jeito Movile de investir em novas companhias e as conexões para um crescimento mútuo"


Tendo como base a constante evolução da tecnologia e o seu uso cada vez maior para resolver problemas dos mais variados segmentos, a expectativa é que esse panorama se mantenha nos próximos anos, tão logo passe o momento de desaceleração dos investimentos que o mercado de startups tenha sentido agora em 2022.


Para ter acesso a todos os pontos apresentados neste estudo, baixe agora mesmo a pesquisa "Panorama LatAm" da Movile com a Distrito.



 

Redação | Movile Orbit
 

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