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Flywheel: aprimorando o conceito para a sua empresa crescer


Um modelo flywheel pode ser definido como a adoção de estratégias de venda que façam a empresa funcionar por conta própria.


O termo é uma analogia aos volantes mecânicos que iniciam o funcionamento de diferentes tipos de máquinas. Isso porque, uma vez acionados, eles fazem com que os equipamentos comecem suas operações e ganhem cada vez mais força, sem que precisem de outros esforços para continuar esse processo.


Trazendo esse conceito para o crescimento de um negócio seria, basicamente, implementar ações que façam com que os seus atuais clientes conquistem novos clientes para você. Em outras palavras, seus consumidores se tornam os vendedores mais importantes da sua marca.


Mas, para isso, alguns pontos precisam ser alcançados com maestria, a exemplo da qualidade do produto e/ou serviço comercializado, e do atendimento ao cliente.


Sobre esse último quesito, é importante destacar que ele pode afetar seriamente o sucesso de um negócio. Para se ter uma ideia, o relatório “Customer Experience Trends 2022”, da Zendesk, revelou que:

  • 61% dos compradores dizem que, atualmente, recorreriam a um concorrente após apenas uma experiência ruim;

  • se passarem por duas experiências ruins, 76% nunca mais voltam a se relacionar com a empresa.


Além disso, 92% afirmam que uma experiência positiva de atendimento ao cliente aumenta a probabilidade de fazerem novas compras com a companhia que proporcionou isso.


Aqui, vale lembrar que um cliente satisfeito não só tem a intenção de comprar mais e mais vezes, como também tende a fazer propaganda positiva da empresa para outras pessoas.


Com isso, é possível entender que o modelo flywheel consiste em atrair, envolver e encantar, mas não do modo como é feito no funil de vendas popularmente conhecido.


Entendendo o que é flywheel e como funciona

O modelo flywheel tem como base as diretrizes do livro “Good to Great: Why Some Companies Make the Leap...And Others Don't”, de Jim Collins — cujo título na tradução livre seria “Bom para ótimo: por que algumas empresas dão o salto... e outras não”


Em síntese, esse conceito consiste em tornar os clientes de uma empresa seus melhores vendedores, com ações que os tornem mais felizes e, consequentemente, divulgadores naturais dos produtos e serviços oferecidos pela marca.


Sobre esse modo de agir, vale trazer alguns dados de outro relatório da Zendesk que vão ao encontro dessa percepção.


De acordo com o levantamento, 66% dos consumidores recomendam as soluções adquiridas a outros quando passam por boas experiências junto à empresa.


Uma forma de conseguir resultados satisfatórios como esse é acionando corretamente o "volante" .


Ao fazer isso, praticamente todo o seu processo de venda passa a ser fluido e natural. As pequenas conquistas — leia-se cada novo cliente que chega à base — se acumulam ao longo do tempo.


Essa trajetória, por sua vez, é o que tende a dar impulso para essas operações funcionarem por conta própria.


Sugestão de leitura: “T2D3: métrica de crescimento exponencial que ajuda a transformar startups em unicórnios


Como fazer flywheel e qual a sua relação com a metodologia inbound

O ciclo flywheel tem três principais pilares voltados para os clientes:

  • atração;

  • envolvimento;

  • encantamento.


Atração

Consiste em utilizar diferentes ferramentas para atrair o público para a sua empresa, a exemplo de peças e ações de marketing como artigos e publicações no seu blog, eventos online e/ou presenciais, interação em redes sociais, entre outros.


Envolvimento

Uma vez que as pessoas se interessem pelo que o seu negócio tem a oferecer, o passo seguinte é nutrir esse relacionamento e trazê-las para mais perto da sua marca.


A ideia aqui é, portanto, dar a elas meios de entender melhor quais são as suas ofertas, como elas funcionam e até maneiras de experimentar os seus produtos e serviços.


Encantamento

No terceiro pilar entendemos que você já efetuou a venda e, com isso, transformou um simples interessado(a) em novo cliente para o seu negócio. No entanto, é essencial fidelizá-lo, a ponto de ele recomendar suas soluções a outros possíveis compradores.


Para isso, uma excelente experiência de compra é essencial (atendimento, facilidade, comodidade, entre outros) e um bom processo de onboarding pode contribuir, bem como colher feedbacks a fim de obter impressões que podem ajudar a aprimorar os seus produtos, serviços e atendimento.


Esses quesitos se assemelham bastante aos aplicados em uma metodologia inbound, isso porque ela é a base do flywheel, visto que também é circular.


Quanto a isso, o sugerido é que as equipes estejam bem alinhadas e familiarizadas com a metodologia inbound para, em seguida, aprimorar o relacionamento com os clientes com o flywheel.


A principal diferença do funil de marketing e flywheel

Pense no modelo flywheel como uma forma de transformar a satisfação dos clientes em combustível para o crescimento do seu negócio.


O objetivo é conseguir vendas com uma significativa frequência por meio de indicações e, com isso, manter a sua empresa funcionando como esperado.


O que difere essa metodologia do funil de marketing, é que no funil os clientes são vistos com o ponto final da jornada de venda — conquista-se um, fideliza-o, e parte-se para o outro.


Porém, do ponto de vista do flywheel eles são, praticamente, a metade desse caminho, já que podem ser uma porta de entrada para trazer novos compradores e, assim, levar ao crescimento da companhia.


Isso acontece porque no funil de marketing os objetivos principais são atrair e converter os consumidores. Já em uma estratégia flywheel, além dessas abordagens, as ações são voltadas para encantar e garantir o sucesso do cliente. E é justamente por essa razão que ele se torna um agente divulgador natural da marca.


A importância do flywheel

Por esse motivo o flywheel se tornou tão importante para as empresas que focam no crescimento, porque essa técnica vai além de apenas ganhar mais um cliente, ela contribui para torná-lo o seu melhor vendedor!


Inclusive, há um estudo que comprova a importância desse “boca a boca”, o qual revela que clientes que chegam por meio de indicações geram Lifetime Value (LTV) 25% maior que os que vêm de outra forma.


Esse mesmo estudo, que virou matéria na Harvard Business Review, também destacou que pessoas que chegam às empresas por indicação são mais propensas a se tornarem fiéis (aumento da taxa de retenção), em comparação àquelas que vieram dos canais oficiais de venda da marca.


Não deixe de ler: “Quando a empresa cresce, como manter a essência de startup viva?


Aprimorando o uso do modelo Flywheel para o crescimento do seu negócio

O elemento essencial para o modelo flywheel é a fidelização dos clientes. Para atingir essa meta, você pode aprimorar esse processo adotando estas sugestões:

  • identifique os pontos de atrito nos seus processos de marketing, venda e atendimento e resolva quanto antes;

  • teste diferentes abordagens de relacionamento com o público até encontrar o modelo certo para a sua empresa;

  • use a tecnologia a seu favor para conhecer o perfil e hábitos de consumo do seu público;

  • coloque o sucesso do cliente no centro da sua estratégia;

  • ouça a opinião do seu público e utilize esses apontamentos como aliados para a melhoria das suas soluções.


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Redação | Movile Orbit