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Minha jornada de empoderamento: negritude, autoconhecimento e mercado de trabalho


Neste artigo, vou contar um pouco da minha trajetória de empoderamento, autoconhecimento e negritude. Ao final, também dou algumas dicas para pessoas negras que estão ingressando no mercado de trabalho.





Um pouco sobre mim


Eu sou a Taiama, mãe da Ana Liz e tenho 32 anos bem vividos. Nascida e criada em uma família de mulheres negras, fortes e batalhadoras. Verdadeiras guerreiras que me transmitiram valores sólidos e me impulsionaram a agarrar cada oportunidade e a extrair o máximo delas em todas as situações.


Meu processo de autoconhecimento


Acredito que o processo de formação da identidade se inicia na adolescência, fase em que passamos por mudanças corporais, formamos a estrutura da nossa personalidade e estabelecemos nossa identidade sexual e nosso posicionamento. Essas mudanças que geram questionamentos sobre crença, valores, escolhas, exigências pessoais e exigências do outro ⸺ que podem (ou não) fragilizar nossa autoestima de forma a questionarmos o valor que atribuímos a nós mesmo e se deixamos ou não nossa auto imagem ser afetada pelo preconceito.


A auto imagem é resultante da nossa relação com a sociedade e essa jornada é desafiadora. Ter um sonho grande a alcançar em quem me espelhar, me fortaleceu para ultrapassar obstáculos impostos por mim mesma e pelo mundo.


E essa jornada de autoconhecimento, desafios e foco em alcançar meu sonho (que sempre foi ser uma profissional que impacta a vida das pessoas com o meu trabalho), me fez chegar ao time de Talent Acquisition. Com isso, me vejo contribuindo cada vez mais com a empresa e com a sociedade e mostrando sempre que, para nós mulheres e negras, não há objetivos que não possam ser alcançados.


Minha negritude e meus desafios


Muitas vezes me sabotei, por não acreditar no meu potencial ou por imaginar que meus sonhos e objetivos eram impossíveis para mim ⸺ como se não me sentisse merecedora em vencer!


O maior desafio que enfrentei até me sentir bem comigo mesma, foi desconstruir os “monstros”: os paradigmas e preconceitos externos, muitas vezes manifestados por um olhar de desdém, um cochicho, um sorriso sem cor, um comentário pejorativo ou

a total falta empatia.


Minha jornada de empoderamento


Ser uma mulher negra advinda de uma família de mulheres negras fortes, onde eu sempre pude me apoiar e me espelhar, fez toda diferença em minha trajetória tanto pessoal quanto profissional.


Fazer parte do AfroMovile, me possibilitou ter uma rede de apoio com pessoas extraordinárias, referências em seus campos de atuação. Pessoas essas que vão somar em meu desenvolvimento e minhas conquistas e com certeza me farão crescer cada vez mais na minha carreira.


Com isso, o mais importante é: ouvir, falar, apoiar, confiar, expressar e enfim EMPODERAR!


Dicas para você que está entrando no mercado de trabalho

  • Você é do tamanho do seu sonho;

  • Acredite em você, o seu talento é único;

  • Estude sim, estude sempre;

  • Tenha em quem se espelhar;

  • Foque no que você quer ser e nunca duvide de seu potencial;

  • Pesquise, se informe! Sempre esteja cercado(a) de informações e de dados, isso vai te ajudar a sentir mais seguro(a)

  • Para quem tem sonhos, o céu é o limite!


Importância do Dia da mulher negra, Latina e Caribenha e a celebração da diversidade


Poder celebrar o dia da mulher negra, é poder trazer à tona cada batalha vencida por nossas ancestrais. É poder valorizar quem somos, ser única e ser muitas, ter valor. É poder ser diferente, ter confiança, falar, lutar, vencer. É poder ressignificar, sonhar, ter respeito. É poder ter representatividade e reconhecimento.



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