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Governança corporativa: 10 boas práticas que podem ajudar startups e scale-ups a crescerem




Engana-se quem ainda considera que a governança corporativa é um conceito aplicável apenas a grandes empresas, principalmente àquelas que têm capital aberto.


Seus quatro pilares — transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa — são princípios que ajudam startups de diferentes portes a gerar mais valor.


Isso se torna possível porque as ações voltadas para governança corporativa contribuem para alinhar os interesses dos seus fundadores aos das demais partes envolvidas no negócio, tais como clientes, funcionários e parceiros.


Além disso, é um caminho para garantir que as normas e legislações internas e externas sejam cumpridas.


Como resultado, a empresa consegue atender com precisão suas demandas regulatórias, o que atribui à companhia muito mais credibilidade.


Esse posicionamento, por sua vez, colabora para melhorar a imagem da marca, aumentar a sua longevidade, reduzir atritos entre gestores, atrair e reter talentos e chamar a atenção de potenciais investidores.


Por todos esses motivos, o conceito de governança corporativa em startups e scale-ups tem tanta relação com o crescimento desses negócios.


Quer entender como trazer isso para a sua empresa? Confira, neste artigo, 10 boas práticas e como aplicá-las.


Quais são as práticas mais indicadas de governança corporativa?

Entre as boas práticas de governança corporativa em startups que você pode utilizar estão:

  • proteger o capital intelectual da empresa;

  • definir as responsabilidades dos sócios;

  • criar conselhos administrativos e consultivos;

  • otimizar o processo de formalização de parcerias;

  • organizar a prestação de contas;

  • cumprir com normas e regras tributárias e fiscais;

  • definir mecanismos de controle;

  • estabelecer um código de conduta;

  • desenvolver uma boa gestão contábil e financeira;

  • aprimorar o conhecimento dos gestores em outras áreas.


Proteger o capital intelectual da empresa

O capital intelectual de um negócio engloba todos os seus recursos humanos, estruturais e relacionais. Nesse cenário, questões como os bens tangíveis e intangíveis precisam ser protegidos legalmente para a construção de uma empresa sólida e com potencial real de crescimento.


O registro de marcas e patentes, por exemplo, é uma forma de garantir a identidade da companhia e de seus produtos ou soluções, contribuindo para que ela se destaque dos concorrentes e desperte o interesse de possíveis investidores.


Definir as responsabilidades dos sócios

Sem uma boa comunicação entre os sócios da startup, fica um tanto difícil aplicar o conceito de governança corporativa e, especialmente, colher bons frutos com essa estratégia.


Assembleias e reuniões são meios de debater os mais variados assuntos, alinhar propósitos e encontrar as soluções mais adequadas para os problemas que surgirem, porém, isso não basta. É essencial que cada membro tenha bem claro quais são as suas responsabilidades e atribuições.


Contribuição intelectual e financeira, participação societária e remuneração são alguns pontos que precisam ser discutidos e estabelecidos desde o princípio para evitar conflitos que podem, inclusive, gerar o fracasso da companhia.


Criar conselhos administrativos e consultivos

Outra forma de alinhar interesses e minimizar a chance de possíveis atritos é criando conselhos administrativos e consultivos. Por esse motivo, essa ação também faz parte das boas práticas de governança corporativa em startups.


Conselhos desse tipo ajudam na elaboração de estratégias, na mediação de discordâncias e nas tomadas de decisão.


A formação do quadro de profissionais que formará esse grupo deve considerar as habilidades, experiências e competências apresentadas por cada um deles.


Otimizar o processo de formalização de parcerias

Firmar parcerias é um processo bastante comum em startups e scale-ups. Uma forma de tornar essa prática mais precisa e otimizada é padronizar, dentro do possível, os mecanismos adotados para estabelecer essas relações.


Isso contribui para a formação de uma rede de colaboradores e parceiros mais sólida, dinâmica e eficiente para a empresa.


Organizar a prestação de contas

Um dos pilares da governança corporativa é a transparência. Por conta disso, a prestação de contas entre os gestores e aos investidores é tão importante.


Criação de bons controles internos e a adoção de métodos claros de gestão financeira contribuem com esse processo e com a apresentação da situação econômico-financeira da companhia aos interessados.


Cumprir com normas e regras tributárias e fiscais

As normas e regras tributárias e fiscais que uma startup precisa cumprir dependem do seu ramo de atuação. Mas, independentemente disso, todas devem atender às legislações e determinações estabelecidas pelos órgãos reguladores e governamentais.


Estar em compliance regulatório e fiscal é uma das boas práticas de governança corporativa que mostram a idoneidade do negócio e a transparência de suas ações, pontos bastante considerados por potenciais investidores.


Definir mecanismos de controle

Auditorias, tanto internas quanto externas, são mecanismos de controle que podem ser adotados para monitorar a aplicação e a execução das atividades e processos adotados pelo negócio.


A ideia é fazer uma avaliação da qualidade dessas ações e, com isso, identificar pontos que precisam ser melhorados, bem como prevenir possíveis riscos para o crescimento da startup.


Estabelecer um código de conduta

Todas as empresas precisam ter bem claros e definidos seus valores e normas de comportamentos éticos a serem respeitados e praticados por gestores e colaboradores.


A criação de um código de conduta deve estar alinhada à cultura organizacional da companhia, a fim de fortalecê-la e também de dar aos seus envolvidos diretrizes de como denunciar práticas ilegais e quais as consequências delas.


Desenvolver uma boa gestão contábil e financeira

Investidores são atraídos por ideias inovadores, mas, principalmente, se baseiam em números para tomar suas decisões.


Por essa razão, sem demonstrativos contábeis precisos, transparentes e respaldados em documentos pode ser difícil convencê-los do potencial de lucratividade e de crescimento do negócio.


Contar com um bom serviço contábil nessa hora é essencial, mas o acompanhamento pontual dos gestores, em especial no início das atividades da empresa, pode fazer toda a diferença.


Aprimorar o conhecimento dos gestores em outras áreas

É comum que os fundadores de uma startup tenham total conhecimento do produto e/ou serviço que pretendem lançar. No entanto, outras vertentes necessárias para a formação e concretização de um negócio podem ser desconhecidas.


Assim, aprimorar o conhecimento dos gestores em diferentes áreas, como fiscal, tributária e financeira, com cursos e especializações, ajuda entender e a aplicar as boas práticas de governança corporativa e a manter a companhia em compliance.

 

Como aplicar a governança corporativa em startups?

Para aplicar a governança corporativa em startups é preciso:

  • estruturar as responsabilidades e papéis de cada sócio;

  • definir regras, direitos e deveres de cada envolvido na companhia;

  • constituir um conselho consultivo e/ou administrativo;

  • adotar ações para se manter em compliance fiscal e tributária.

 

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Redação | Movile Orbit