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Gestão e agilidade precisam caminhar de mãos dadas: entenda o Modelo de Gestão do Grupo Movile




Não é segredo para ninguém que qualquer organização deve ter uma visão clara que direcione suas estratégias e ações. Aqui no Grupo Movile, idealmente, nós buscamos gerar um grande impacto não somente financeiro, mas também na sociedade ― que chamamos de “Sonho Grande”. No entanto, apenas sonhar não basta, é preciso planejar e executar com disciplina para torná-lo realidade.

Para as startups, a visão do sonho geralmente é nítida, mas a execução tende a ser turbulenta e, muitas vezes, a gestão é deixada de lado ― urgência, sobrecarga, investimento sem clareza e inovação por inovação… acho que você já deve ter ouvido isso antes.

No Grupo Movile, nós prezamos por inovação e agilidade, erramos e aprendemos rápido, passamos por inúmeras mudanças e precisamos nos reinventar constantemente. Por outro lado, obstinação por resultados, gestão e meritocracia são componentes igualmente importantes na nossa cultura. Mas isso não parece contraditório? É possível, enquanto empresa de tecnologia, operar e crescer rapidamente neste formato?

Nossa resposta é sim! Como uma organização ambidestra, valorizamos os dois lados da moeda e conseguimos assim manter a essência de startup viva, enquanto garantimos a sustentabilidade dos nossos negócios por meio de processos de gestão. Este equilíbrio é resultado do nosso modelo de gestão, que é robusto o bastante para sustentar o nosso crescimento, mas também flexível — para se adaptar ao cenário de constantes mudanças. Ele tem sido um dos grandes alicerces do Grupo Movile e elemento chave para o nosso crescimento anual médio de 60% durante os últimos 8 anos.

Aplicado por todas as empresas do nosso ecossistema (Movile, iFood, Sympla, Zoop, PlayKids, Wavy, MovilePay e Mensajeros Urbanos), é um método para planejarmos objetivos e estratégias ― desdobrando sonhos em metas, responsáveis e planos de ação claros ― além de acompanharmos periodicamente se estamos no caminho correto ou se precisamos corrigir possíveis desvios de rota.

Além disso, o modelo de gestão é uma das bases para reforçar a nossa cultura, valores e comportamentos desejáveis. Esses dois elementos nos dão os insumos para a prática da meritocracia, que visa reconhecer as pessoas, seu potencial e suas contribuições ao nosso sonho grande.

Ter um modelo de gestão robusto em uma organização com alma de startup nos permite:

  • Sonhar grande, mas ter clareza da nossa visão estratégica;

  • Promover transparência sobre as prioridades da empresa para todos os níveis da organização — o que nos dá agilidade e autonomia nas tomadas de decisão;

  • Alinhar esforços e recursos em direção aos nossos objetivos;

  • Facilitar o senso de dono(a) de cada um(a), com responsáveis claros por cada meta e projeto;

  • Aumentar nossa capacidade de execução;

  • Identificar resultados indesejáveis mais rapidamente e corrigir a rota quando necessário;

  • Fortalecer uma cultura meritocrática.

Como ecossistema que atua de maneira sinérgica, é importante que todos esses pontos estejam alinhados. Afinal, hoje somos oito empresas com atuação interdependente, porém autônomas. Somos aproximadamente 4400 pessoas, em mais de 7 países, espalhados por cerca de 20 escritórios. Alinhamento é a chave. Mas alinhar onde queremos chegar não impede a autonomia das pessoas e cultura ágil que empresas de tecnologia tanto prezam?

Do contrário! Na sua matriz “Aligned Autonomy” (autonomia alinhada), Henrik Kniberg do Spotify nos mostra que o alinhamento justamente possibilita autonomia ― quanto maior o alinhamento, mais autonomia existirá. É crucial então que intenções estratégicas e metas sejam comunicadas e que as equipes tenham clareza das prioridades da organização, para que possam, consequentemente, ganhar autonomia para escolher a melhor solução.


O modelo de gestão facilita este alinhamento, já que objetivos e metas são claramente atribuídos a times e a pessoas específicas. Além disso, elas estão acessíveis, de maneira transparente, para todas as pessoas da organização em uma plataforma online, promovendo assim senso de dono(a) e mitigando aquela frustração gerada por retrabalho e desperdício de tempo e esforços.

Mas como facilitamos a informação e o planejamento para todos? Quais ritos seguimos para acompanhar nossa evolução? Como desdobramos o nosso modelo? Falamos disso em um próximo artigo!



Por Sarita Vollnhoffer