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O potencial da cashless economy e as tecnologias que impulsionam esse processo


A cashless economy, ou economia sem dinheiro, está na lista dos processos que foram fortemente impulsionados pela pandemia. É certo que os meios de pagamento digitais já estavam ganhando espaço antes disso. Porém, a necessidade de isolamento social potencializou o uso desses recursos.


A própria Organização Mundial de Saúde, OMS, logo no início da pandemia, sugeriu que as pessoas usassem os pagamentos por aproximação como método para pagarem suas aquisições.


A questão aqui é que as soluções contactless são tão práticas, rápidas e seguras que caíram no gosto de empresas e clientes, indo muito além de um uso temporário ou com um propósito predefinido — que era ajudar a diminuir a proliferação do vírus.


Sobre isso, dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, Abecs, revelam que o ano de 2021 fechou com R$ 198,9 bilhões movimentados apenas por pagamento por aproximação. Esse número representa 384,6% a mais que em 2020.


Seguindo essa linha de digitalização do dinheiro, o Relatório de Tendências 2022 da Zoop, fintech líder em serviços financeiros investida pela Movile, destacou que R$ 40 bilhões em espécie deixaram de circular no Brasil entre janeiro e outubro de 2021.


Essa diminuição do uso do dinheiro impresso tem total relação com o processo de cashless economy que cresce a cada dia, resultado de diferentes tecnologias que contribuem para uso crescente de meios de pagamentos digitais.


Cashless economy no Brasil

Também de acordo com o relatório de tendências de pagamentos da Zoop, a projeção de movimentação via contactless é de R$ 3 trilhões para 2022.


Sobre esse método, o relatório da Abecs trouxe os seguintes dados referentes à forma de uso pelos brasileiros em 2021:

  • via cartão de crédito: R$ 111,1 bi (+489,1%);

  • via cartão de débito: R$ 58,1 bi (+198%);

  • via cartão pré-pago: R$ 29,7 bi (+1.002%).


Mas não é apenas esse meio de pagamento que está fomentando a digitalização do dinheiro no Brasil. De acordo com a Zoop, a adesão às carteiras digitais chegou a 89% dos brasileiros.


O Pix deixou de ser utilizado apenas como ferramenta de transferência de valores e se consolidou como meio de pagamento, o qual já é usado por mais de 117,7 milhões de pessoas.


Cashless economy no mundo

Ao redor do mundo, podemos destacar o crescimento da cashless economy considerando alguns dados apresentados no relatório “The Global Payments Reports", da Worldpay from FIS.


O estudo em questão aponta para a diminuição das barreiras entre o setor bancário, os métodos de pagamento e os comércios. No momento, esse cenário está sendo redefinido e redesenhado, gerando uma série de oportunidades para o mercado de serviços financeiros.


Considerando uma visão mundial, os meios de pagamento mais utilizados em 2021 pelas pessoas em PDVs (pontos de vendas), de acordo com essa pesquisa, foram:

  • carteira digitais/móveis: 29%;

  • cartão de crédito/cartão recarregável: 24%;

  • cartão de débito: 23%;

  • dinheiro em espécie: 18%;

  • financiamentos diretos nas redes varejistas/bancos: 4%;

  • cartões pré-pagos: 2%;

  • compre agora, pague depois: 1%.


E essas são as previsões de utilização dessas soluções até 2025:

  • carteira digitais/móveis: 39%;

  • cartão de crédito/cartão recarregável: 22%;

  • cartão de débito: 22%;

  • dinheiro em espécie: 10%;

  • financiamentos diretos nas redes varejistas/bancos: 3%;

  • cartões pré-pagos: 2%;

  • compre agora, pague depois: 2%.


Ao fazermos uma comparação entre os números de 2021 e a previsão, é possível ver o potencial de expansão da cashless economy, especialmente considerando que o uso do dinheiro físico cairá de 18% para apenas 10%.


Por outro lado, soluções como as carteiras digitais crescerão 10% nos próximos anos, sendo um dos destaques entre os meios de pagamentos digitais.


Tecnologias que fomentam a digitalização do dinheiro

A tecnologia NFC, Near Field Communication, já é uma realidade presente nos mais diferentes métodos de pagamento, incluindo os cartões de crédito e de débito, mas também os smartphones e dispositivos vestíveis, como relógios e pulseiras.


É essa solução que permite que o processo de transferência de valor seja feito entre dois equipamentos distintos, apenas aproximando um do outro.


Somada a ela, é essencial destacarmos também as soluções em nuvem, que permitem aos bancos, fintechs e empresas dos mais variados segmentos adotarem estratégias de Banking as a Service e/ou Embedded Finance.


A previsão é que, até 2026, os gastos com nuvens públicas excederão 45% de todos os custos de TI das empresas. Globalmente, a expectativa é que sejam gastos mais de US$ 480 bilhões, ainda este ano de 2022, por usuários finais de serviços de nuvem pública, segundo apresentado no levantamento da Zoop.


Oportunidades geradas pelas soluções financeiras em nuvem

As soluções em nuvem são importantes para o processo de digitalização do dinheiro visto que, por meio delas, é possível criar e oferecer serviços financeiros digitais como os que acabamos de citar.


O Banking as a Service, por exemplo, possibilita que um negócio, independentemente do seu segmento, entregue ao seu público produtos financeiros próprios, ou seja, com sua própria marca.


Ofertada por fintechs, esse tipo de solução gera diversos benefícios tanto para a companhia que está contratando a ferramenta quanto para os seus clientes. Entre os que mais se destacam estão:

  • aumento do poder de atração da marca;

  • crescimento do potencial para fidelizar os consumidores;

  • indução do público ao uso de meios de pagamentos digitais;

  • forma de contribuir para a inclusão de diferentes grupos no sistema financeiro.


O Embedded Finance, por sua vez, pode ser definido como a entrega de serviços financeiros, inclusos àquilo que a empresa já disponibiliza para os seus consumidores. No caso, estamos falando de, por exemplo, pagamentos embutidos.


Também chamado de embedded payments, é quando o comprador não precisa realizar nenhuma ação voltada para pagamento para finalizar a sua compra.


É o que acontece em aplicativos de delivery e de transporte privado urbano, quando o cartão de crédito ou débito do cliente já está cadastrado no app, bastando apenas ele solicitar o serviço desejado para o pagamento acontecer automaticamente.


Dica de leitura: “Invisible Banking: a integração de serviços financeiros na sua rotina


O iFood é um bom exemplo de empresa que usa esses serviços, os quais foram possíveis de serem implementados com a ajuda da MovilePay e da Zoop.


Com isso, além de facilitar o dia a dia dos seus parceiros de negócios, essas tecnologias contribuem para o uso mais amplo dos meios de pagamentos digitais e, consequentemente, com o avanço do processo de digitalização do dinheiro que, ao que tudo indica, está apenas começando.


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Redação | Movile Orbit