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Agilidade na gestão empresarial: 6 princípios para um crescimento exponencial e previsível


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Capacidade que uma empresa desenvolve para melhorar seu desempenho em meio a cenários incertos. Essa é uma das melhores maneiras de definirmos o que significa agilidade na gestão empresarial.


Nesse contexto, abordagens e estratégias que permitam a um negócio se renovar, se adaptar, mudar processos e, especialmente, conseguir prosperar em momentos turbulentos e mudanças imprevistas também estão incluídos e são essenciais.


Esses ajustes nos remete a um exemplo bem recente pelo qual todos os setores econômicos passaram, que foi o período mais intenso da pandemia.


Durante a fase de isolamento social mais rígido todas as empresas, do mundo inteiro, tiveram que obrigatoriamente ajustar suas atuações para conseguirem continuar operando, e faturando, em meio a um panorama tão desconhecido e impactante.


E por mais que essa época mais tensa esteja ficando para trás, isso abriu os olhos para o fato que as empresas continuarão a enfrentar situações adversas e desafiadoras no futuro, destacando a necessidade de saberem como agir nesses casos.


Dessa forma, a agilidade na gestão se tornou um novo ponto a ser trabalhado nas companhias, tão importante quanto os demais como política, clima e cultura organizacional em tempos de incerteza.


6 princípios essenciais para ter agilidade na gestão empresarial

Uma pesquisa da Harvard Business Review identificou que empresas que conseguem obter sucesso em meio a uma crise são aquelas que se desviam dos seus planos estratégicos quando necessário e conseguem se adaptar a ambientes que sofreram mudanças.


Para alcançar um resultado como esse, é necessário assumir uma dessas três posturas:

  • agilidade suficiente para evitar os impactos mais significativos;

  • força e estrutura para absorver parte dos danos, caso sofra esses impactos;

  • capacidade para avançar mais e com mais eficiência que os concorrentes.


Seguindo essa linha de raciocínio, o mesmo estudo apontou seis princípios essenciais para conseguir agilidade na gestão empresarial e, com isso, atingir sucesso e crescimento mesmo em condições inesperadas e com grandes desafios. São eles:


  • para evitar os impactos mais significativos:

  • velocidade é mais importante que perfeição;

  • flexibilidade é mais importante que planejamento.


  • para absorver parte dos danos, caso sofra esses impactos:

  • diversificação é mais importante que otimização;

  • empoderamento é mais importante que hierarquia.


  • para avançar mais e com mais eficiência que os concorrentes:

  • aprendizado é mais importante que a culpa;

  • mobilidade de recursos é mais importante que aprisionamento de recursos.

Velocidade é mais importante que perfeição

Em períodos de crise, oportunidades tendem a aparecer rapidamente e, muitas delas, podem não ter o formato esperado. No entanto, é preciso considerar que com a mesma rapidez que essas chances surgem, elas podem desaparecer — ou pior, serem aproveitadas por um concorrente.


A ideia, portanto, é ter mais rapidez que perfeição, buscando ajustar o que foi planejado anteriormente a essas oportunidades, de modo que o negócio se adeque ao atual cenário da melhor maneira possível, evitando que as atividades da empresa sejam comprometidas ou parem efetivamente.


Dica de leitura: “Processo de M&A: um dos caminhos de crescimento para os negócios


Flexibilidade é mais importante que planejamento

Uma coisa é certa: em períodos incertos e de mudanças imprevistas e obrigatórias, se torna praticamente impossível seguir o que foi planejado. Para não comprometer o crescimento de uma companhia, se torna essencial ter flexibilidade e considerar o que é mais adequado a ser feito naquele momento.


Em outras palavras, se manter fiel aos planejamentos impede que as adaptações necessárias sejam implementadas, o que, consequentemente, impacta negativamente o avanço do negócio. O que também não significa uma atuação desordenada — procure quebrar o planejamento em ciclos menores, com momentos mais frequentes de análise e replanejamento.


Diversificação é mais importante que otimização

Por vezes, não há como os gestores evitarem que a companhia sofra impactos, a exemplo das consequências geradas pela pandemia. O sugerido, portanto, é adotar medidas que ajudem a diminuir esses efeitos negativos.


Nesse caso, a agilidade na gestão empresarial pode ser obtida por meio de estratégias que ajudem a compensar as perdas de uma área com ganhos de outras. Essa abordagem é bastante válida para negócios que oferecem diferentes produtos e serviços, visto que isso facilita substituir a venda de uma linha por outra.


Para as empresas que trabalham com apenas um tipo de oferta, pode ser necessário criar uma solução relacionada, mas que promova a diversificação dentro oferta principal e que se ajuste ao cenário que está sendo vivido.


Um bom exemplo desse movimento foi a Sympla, uma das investidas da Movile. Durante a pandemia, a empresa lançou duas novas linhas de negócio para atender às demandas dos produtores de eventos e adaptar-se à falta de eventos presenciais. As inovações em tempo recorde ajudaram a Sympla a enfrentar essa turbulência e, ainda, manter sua cadeia de valor (produtores) ativa e com recursos para operar em um momento tão difícil para o setor.


Empoderamento é mais importante que hierarquia

Manter o “poder” no topo da hierarquia pode dificultar a implementação de mudanças necessárias para que a empresa siga crescendo mesmo em períodos incertos.


Especialmente entre as que atuam em diferentes lugares (cidades, estados, países), é essencial pensar que a adaptação proposta para um local pode não ter o mesmo resultado se aplicado em outro.


Por esse motivo, empoderar e dar autonomia para diferentes cargos pode ser o caminho para conseguir identificar com mais rapidez o que precisa ser ajustado para que o negócio não pare.


Aqui, é preciso considerar também que gerentes e líderes têm uma visão mais clara do dia a dia da empresa, justamente por terem ações diretas. Por isso, tendem a ser as pessoas mais indicadas para propor mudanças.


Esse mesmo princípio é válido quando a empresa não tem filiais, mas precisa ajustar setores para uma nova realidade.


Aproveite e leia também este artigo: “Como praticar a liderança transformacional no ambiente de trabalho?


Aprendizado é mais importante que a culpa

Mudanças afetam tanto a parte operacional quanto a cultural de uma companhia. Por esse motivo, é preciso considerar também o reflexo que isso traz na atuação e na produtividade dos (as) funcionários (as).


Por exemplo, o trabalho remoto ou a adaptação ao modelo híbrido pode afetar a rotina, o estilo de vida e até mesmo a saúde mental dos (as) profissionais.


As empresas que visam buscar agilidade na gestão empresarial precisam aumentar suas tolerâncias aos erros, ressaltar os aprendizados dessa jornada e não fomentar a sensação de culpa que pode ser característica quando erros são cometidos em situações de inovação.


Mobilidade de recursos é mais importante que aprisionamento de recursos

Geralmente, quando uma empresa faz o seu planejamento orçamentário, os recursos têm destinos certos. Entretanto, quando as condições inesperadas surgem, nem sempre é possível seguir o planejado, como já mencionamos.


Por essa razão, outra boa prática para conseguir agilidade na gestão empresarial é estabelecer recursos móveis, ou seja, que possam ser direcionados de maneira mais adequada e estratégica de acordo com o momento que está sendo enfrentado, e sem gerar prejuízos para o negócio, ou gerando o mínimo de perdas financeiras possível.


Em resumo, é possível dizer que nenhum negócio ou setor está livre de mudanças inesperadas, e muitas que resultam em impactos significativos para o seu crescimento.


O que diferencia empresas que continuam crescendo, mesmo enfrentando situações como essa, das demais que ficam no meio do caminho, é a capacidade de se adaptar, utilizando como base para isso os novos conceitos, percepções e oportunidades, de modo que consiga atender às novas necessidades que surgem do público, dos(as) profissionais e dos (as) investidores.


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Redação | Movile Orbit