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4Ts - O framework da Movile para avaliar as startups em que investimos



Se você é um(a) empreendedor(a) e entendeu que o próximo passo para o seu negócio é abrir uma rodada de captação com fundos de investimento, talvez uma das primeiras dúvidas que venha à sua mente seja: como eu me preparo? O que essas empresas estão buscando?


A resposta para essa pergunta é bem variada e, infelizmente, teremos que usar o famoso "depende". Em geral, as VCs usam critérios que avaliam tanto a startup - como escalabilidade, time, tamanho de mercado da solução, entre outros - quanto seu fit com a estratégia de investimento.


Apesar de ser um momento decisivo e que requer preparação, entender os critérios de avaliação das investidoras pode diminuir o caminho e otimizar sua apresentação.


Por isso, nada melhor do que abrir a cozinha da Movile para te mostrar o que nós costumamos avaliar nos nossos targets. Por aqui, nos referimos ao framework como "os 4Ts", ou seja,:


  • Tese

  • Tração

  • Time

  • Transação



Tese


As teses de investimento são parâmetros adotados por investidores para segmentar suas alocações de capital de maneira mais estratégica. Ou seja, são uma série de "preferências" que os fundos levam em consideração para filtrar e escolher potenciais startups para investir.


Na Movile, atuamos sempre por teses estruturadas dentro de macro-verticais. Por exemplo, dentro da vertical de Fintechs, olhamos para teses como Crédito para SMBs (pequenas e médias empresas), Fintech as a Service e Cibersegurança. No segmento de Logtechs, nosso maior foco está dentro da tese de logística de última milha, ou seja, a etapa final do processo de entrega de uma mercadoria - como ela chega ao seu comprador.


Isso porque muito além de olhar para setores de interesse, gostamos de nos denominar "thesis makers". E, para construir uma tese sólida, nós:


  • Estudamos profundamente o mercado: tendências, números, comportamento de consumidores, mudanças econômicas e sociais e suas consequências (como, por exemplo, os efeitos da pandemia da COVID-19), entre outros;


  • Encontramos gaps e oportunidades: procuramos por espaços, tipos de empresas, perfis e setores que estejam desassistidos e carecem de eficiência. Investimos somente em ideias que são verdadeiras oportunidades de tornar a vida das pessoas mais fácil, divertida, acessível ou educativa. Investir sem algum impacto relevante para a sociedade não é muito nosso perfil;


  • Partimos então para a busca de empresas que estão bem posicionadas para endereçar estes problemas e que estejam abertas à nossa parceria.


É importante ressaltar que aqui na Movile, olhamos para diversas teses, sem nos restringir às que estão mais aquecidas ou recebendo maior volume de investimento. Buscamos estudar o real impacto e potencial de cada uma, independente do momento de mercado. Um bom exemplo disso foi nosso investimento no iFood em 2012 - apesar de agora parecer óbvio, na época pouco se falava em tecnologia para delivery e a foodtech ainda recebia os pedidos por telefone.


Algumas das teses que estamos avaliando hoje são:

  • Crédito para SMBs

  • Fintech as a Service

  • Cibersegurança

  • Eventos

  • Mobile Games

  • Logística de última milha

  • Fresh Food Supply Chain


Nossos times estão em constante análise de novos setores e mercados, então é essencial lembrar que as teses são apenas guias e não limitadores.


Tração


Também muito comum na hora de analisar investimentos, se refere ao tamanho e maturidade das empresas que as investidoras estão buscando.


Nós olhamos para startups a partir da fase de escala. Ou seja, as que já passaram do MVP, já comprovaram product market fit e estão começando a tornar a solução escalável. Em geral, estamos falando aqui de rodadas Série A em diante e de cheques em torno de 5 a 50 milhões de dólares.




Entender onde a sua startup está posicionada é parte essencial para uma boa negociação com fundos. Perguntas como:

  • É hora de uma captação?

  • De forma realista, em qual nível de maturidade minha solução se encontra?

  • Quais dados tenho para endossar essa informação?

  • Qual tamanho de cheque estou esperando, por qual percentual de participação e por que?

  • O que pretendo realizar com esse aporte?

  • E, por fim, quais tipos de investidores tem mais fit com tudo isso que acabei de levantar?

Assim, ambas as partes conseguem ser mais assertivas e eficientes - e a chance de um deal se concretizar é bem maior.


Time


Esse talvez seja um dos itens de maior enfoque por aqui. Olhamos com bastante profundidade para o time da startup. Fundadores(as), lideranças, quadro de funcionários em geral e tudo que envolve a gestão dessas pessoas.


Quando falamos de Pessoas, o ser humano vem sempre à frente do crachá. Por consequência, quando avaliamos gestão de pessoas, boas práticas de RH, diversidade, equidade e inclusão (DE&I), cultura e temas correlatos, a nossa barra é muito alta.


E não menos importante, entender as motivações, sonhos, valores e visão de futuro das lideranças da startup passa por tudo isso. No fim das contas, o processo de investimento tem doses cavalares de relacionamento. As visões precisam se alinhar para que todos saiam felizes. Tanto que se brinca que o processo de investimento é como um namoro, que se torna um casamento após a assinatura do deal.


Algumas das perguntas norteadoras que levamos em consideração para avaliar o Time são:


  • Qual o histórico dos(as) founders? De onde vieram, quais experiências tiveram, como estão posicionados diante da dor que a startup pretende resolver?

  • Qual a estrutura do time hoje? Em quais áreas a empresa está dividida? O time de tecnologia é forte? E a gestão?

  • Quais são as práticas de gestão de time adotadas pela startup? Existe uma preocupação em formar times de alta performance e cultivar uma cultura que propicie resultados e sustentabilidade da empresa?

  • Como as lideranças e a empresa como um todo estão posicionadas no assunto de Diversidade, Equidade e Inclusão? Isto é uma pauta prioritária? Os(as) founders fazem parte de grupos minorizados?


Lembrando, novamente, que essas são perguntas norteadoras, e não eliminatórias.


Transação


Por fim, mas não menos importante, se todos os últimos critérios estiverem em sintonia conosco, precisamos olhar, é claro, para a transação.


Aqui não tem mistério - é fazer o jogo do valuation e encontrar um “ganha-ganha” - onde valores, termos e combinados mais burocráticos do investimento funcionem para ambas as partes.


O(a) empreendedor(a) tenta valorizar ao máximo sua empresa (o que é comum e está certo) e a Movile busca analisar racionalmente o potencial dela - considerando o estágio da empresa, a tecnologia empregada, estimativas de crescimento, entre outros fatores.




Estes são os 4Ts que utilizamos para avaliar as startups - sem ordem específica, mas que, combinados, nos apoiam na tomada de decisões.


Gostamos sempre de reafirmar que a Movile não é uma Venture Capital. Nos identificamos como uma investidora de longo prazo e operamos com capital paciente: não temos data certa para retornar o investimento que fazemos nas empresas.


Em outras palavras, queremos acompanhar e apoiar a aceleração desses negócios pelo tempo que fizer sentido. Aqui estamos falando sobre a análise para um aporte financeiro, mas o que vem depois disso é muito maior - apoiamos essas startups a acelerarem seus negócios com a nossa expertise em estratégia, pessoas e tecnologia.


Por isso, nosso processo é diligente e cuidadoso. Estamos prontos para apoiar empreendedores e empreendedoras latinoamericanos porque acreditamos que nenhuma batalha precisa ser enfrentada só. Acolhemos as dores, os anseios e as dificuldades, e naturalizamos o erro como parte do processo de aprendizado.


Saiba mais sobre a Movile e conecte-se com nosso time de investimentos: https://www.movile.com.br/


 

Redação Movile
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